quinta-feira, 19 de junho de 2014

É preciso frear a nossa natureza tem horas... que saco!

Aprendemos desde cedo que não podemos dar vazão ao que sentimos.
É quase sempre inapropriado, inconveniente e não aceito socialmente.
Não grita menino! Não corre! Não pode falar palavrão! Agora é conversa de adulto! Não seja inconveniente! Não se meta no que não é chamado! Só opine se perguntado! respeite a hierarquia! Não "beije" no primeiro encontro! Não faça perguntas! Quando o assunto for pesado, mantenha-se calado e sorria!
A gente fica recebendo essas informações ao longo da vida toda, e se vez por outra quebra a regra PUMBA lá vem a tal da sociedade pra te mostrar o quanto você agiu de forma ruim e te faz pagar por isso.
Todos nós sabemos como é isso e o quanto o preço pode ser caro.
Ser e agir de forma diferente tem um preço, não é simples e fácil ser irreverente e corajosamente assumir sua própria natureza. 
A prova disso é toda a guerra conceitual contra a homofobia, o racismo, diversidade religiosa, etc etc etc... a liberdade é ainda um conceito muito subjetivo.
Só quem já sofreu bullying em algum momento da vida entende de fato que não somos livres.
Os modelos nos aprisionaram demais, nos tornamos escravos dele e agora a sociedade adoeceu.
O que não se discute muito a fundo e acho que ai está o X da questão,é que essa sociedade, tão implacável no julgamento e no "encaixotamento" desses modelos SOMOS NÓS.
Eu, você, seus filhos, irmãos, primos, tios, netos, amigos, pais, avós...nós formamos essa tal sociedade, e se conceitualmente acreditamos que está tudo errado, que temos sido prisioneiros, que podemos ter modelos mais leves, ou simplesmente não termos modelos, cabe apenas a nós mudarmos isso tudo. 
Sairmos do discurso em redes sociais e aplicarmos no dia a dia, darmos o exemplo, educarmos nossos filhos, sermos mais livres e aceitar e, principalmente, RESPEITAR a liberdade de cada um de se manifestar de acordo com a sua própria natureza, ser e agir de forma que as suas peculiaridades preencham o mundo de novidades.
Óbviamente quando falo de liberdade, é a liberdade que não destrói, não mata, não fere... soltar seus instintos por ai causando prejuízos a terceiros, sejam eles morais, materiais ou físicos, não é ato de liberdade. Temos que deixar isso claro, por que se é para mudarmos o mundo temos que pensar nas nossas ações e atitudes pautadas no AMOR, porque de maldade já estamos fartos.

Que possamos aproveitar esse momento, meio bobo ao meu ver, que é a Copa do Mundo, mas que permite uma congregação mundial, para olharmos para os nossos irmãos de outros países e entendermos seu jeitão, sua cultura, abraçá-los com ternura e tentar entender que o mundo é um só, ele é nosso, e o que fizermos para ele repercutirá na qualidade de vida dos nossos descendentes. 

Cabe a nós a construção de uma sociedade mais justa, mais franca, mais honesta, mais pautada na tolerancia e no amor.

beijo grande e feliz feriado de Corpus Christ a todos vocês.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O sentido de PERIGO

Não sei vocês, mas comigo é assim:

O coração acelera, a noção de tempo parece mudar, tudo parece mais lento e silencioso ao meu redor, sinto uma pressão nos ouvidos e meus olhos saltam... uma ardência no peito, como se tivessem jogado um copo de agua gelada no meu coração, as pernas meio que fraquejam, e sinto o coração pulsando quase na minha garganta e aquela certeza em mente: perdi!!!!

É assim que sinto que estou em perigo, é o medo se instalando... pavor, panico, desespero. 

Lido muito mal com isso e peço a Deus todos os dias para que não sinta isso nem mais um minuto da minha vida. Até mesmo quando estou em crise com Deus conto com ele pra se lembrar desse meu pedido.

A gente aprende cedo a ter a noção de perigo. Meu filho de 2 anos e meio começa agora a entender o sentido de perigo e a se precaver dele... é instinto puro e aprendizagem com experiências vividas.

O organismo envia esses sinais para que a gente entenda o risco e se proteja, puro sensor de sobrevivência, mas muito embora tenhamos esse alerta, eu me sinto sempre como se fosse a gazela do animal planet correndo no campo desesperada enquanto o guepardo se aproxima rapidamente. Me sinto com medo! e não tenho vergonha de dizer isso. 

Ter vivido uma perda tragica aos 7 anos de vida me fez entender que as coisas ruins acontecem na casa da gente, não é só no telejornal... o bicho papão existe e ele pode saltar debaixo da sua cama qualquer dia desses, num daqueles momentos que eu peço a Deus pra não viver de novo.

A crescente violência urbana, a maldade nas pessoas, a vida tão cheia de perigos, o alto valor dos que são caros, a falta de policiamento e tudo o mais que temos vivido tem me deixado em panico, e não é um medinho de nada, do tipo que a gente para num bar, toma uma cerveja e esquece... não, eu não vou mais ao bar, não tomo mais cerveja, não fico na rua, é de casa pro trabalho e rezando para chegar bem, monitorando os filhos em varios momentos do dia, se sentindo adoecida, preocupada, angustiada...a vida vem paralisando a cada dia, com isso o isolamento social, e por fim... a paralisia total, a vontade de nao sair mais de dentro de casa.

Sim, eu adoeci.

Vontade imensa de pegar meus filhos e ficarmos vivendo num universo paralelo, aqui dentro, trancados e protegidos, ou então vender tudo, dar uma de doida, me mudar pra algum país mais civilizado, virar hippie sei lá... mas fugir pra longe daqui, me proteger, correr para as colinas.. por que estamos como a gazela, correndo em vão todos os dias.

Será que há uma solução pra isso tudo? manifestar-se em passeatas, votar melhor, ser bacana, fazer caridade, o que me protege? será que só eu ando me sentindo dessa maneira? até quando vamos conseguir viver assim sem que essa neurose nos consuma? 

Eu não sei se dou conta por muito tempo...

Preciso me sentir segura. Preciso de paz.

sábado, 17 de maio de 2014

Se as cartas de amor são ridículas então os filmes são o quê?

Desde que me entendo por gente sou embalada por filmes de amor.
De Lagoa Azul pra cá... ó foi muita lágrima derramada, muitas canções românticas, muitos suspiros, muita paixão rolando...enquanto os meninos estavam discutindo o ultimo LP do Kiss ou trocando os cartuchos do Atari, eu estava sofrendo ao som de If you not here do Robby Rosa e assistindo Perfume de Mulher pela enésima vez...
Então, não dá pra pensar em relacionamento de forma realista com uma pessoa que cresceu dessa maneira, totalmente acreditando que o amor é isso ai... com uma musica de fundo e a frase: "e foram felizes para sempre" ao final.
Por que somos assim? somos ou fazem isso com a gente? 
Se aproveitam da nossa sensibilidade pra fazer essa lavagem cerebral desde a mais tenra infancia e depois ficamos nós aqui chateadas com a vida por que aquele amor não acontece com a gente.
Maldade pura!
Cadê aquele cara que aparece correndo no ultimo minuto do baile com uma flor na mão pra dizer que te ama?
Onde rola a tal musiquinha de fundo? e as estrelas brilhando no céu?
E aquele cara que está disposto a ficar contigo mesmo quando nada dá certo pra você? até nos filmes de amor entre Nerds as histórias de amor parecem mais romanticas do que na vida real.
E vai me dizer que isso não influencia no nosso ideal de felicidade amorosa? CLARO que influencia.
A gente espera é muita coisa do tal principe encantado, ele no barato tem que ser lindo, charmoso, ser um cavalheiro, educado, amoroso, romantico, bem sucedido (só o Shrek é ferrado e fica com a princesa, se liga!), protetor e totalmente, absolutamente gamado em vc.
Obviamente que não combina com o principe encantado aquele cara que você conhece, gosta de estar com ele mas ele não te dá uma florzinha, não tem contigo uma musica tema do namoro, que é inseguro e pra tudo depende de você pra resolver. 
Não rola o principe encantado ser um cara menos que perfeito, até por quê eu estava disposta a beijar um sapo por ele, e ai, o que eu faço com esse cara de verdade que está ao meu lado?
Complicado isso viu? a gente amadurece, entende que tudo era só conto de fadas, mas lá dentro, lá no fundo, fica um vazio, uma expectativa frustrada do amor romantico que não se concretiza.
E pior, que isso... a gente envelhece e continua chorando, se emocionando e suspirando vendo filmes de amor. 

Eu sou um caso perdido... e vc?

terça-feira, 13 de maio de 2014

I wanna be STAR

Quando eu era bem pequenininha, tipo assim, com uns 3-4 anos e andava de calcinha pela casa da minha avó, me acostumei a pensar que a veia artística era de família, afinal de contas não era todo mundo que tinha uma avó cantora e que ensaiava com os músicos na sala de casa. Você pode achar que não, talvez o povo da jovem guarda na década de 70 fizesse isso tranquilamente, mas não numa casinha simples no coração da Baixada Fluminense.. sim, minha avó era e é uma pessoa incomum, sempre a frente de seu tempo.

Pensar-se artista era algo normal, tanto que fui crescendo e em tudo lá estava eu: oradora da turma, representante da turma, manequim de passarela, miss, fiz parte do teatro, da banda do colégio (diga-se de passagem, nisso os vizinhos devem ter me odiado... foram muitas horas aprendendo tocar tarol no terraço), passista (sim, eu sei sambar!), dançarina de jazz, dançarina de salsa, campeonato de io iô, já fui até cover da Gretchen... mas cantar, ahhhhh cantar sempre foi a minha paixão.

Vovó dizia que eu tinha puxado a ela... e eu acreditei!!!

Era só eu perceber que meu timbre de voz combinava com determinada canção e lá estava eu, cantando até entender as nuances daquela melodia e dominar por completo a canção... era o meu hobby secreto, um desafio pessoal... imagina que secretamente eu me orgulhava de cantar tal qual a Zizi Possi cantando Perigo, ou Leila Pinheira cantando Verde, ou Baby Consuelo cantando Sem Pecado e Sem Juizo... e o meu campeão nos karaokês, que era quando eu podia juntar talento vocal com interpretação... cantava El dia que me quieras com a mesma emoção do Luiz Miguel... *rs* pois é! pelo menos eu achava... *rs*

Essa minha coragem misturada a uma cara de pau estupenda (tudo culpa da minha avó) me levou até o nível semi-profissional nessa carreira, pois entrei para o coral da empresa em que trabalho, e minha dedicação me levou a ser uma das solistas... e foram muitas apresentações, momentos de perfeita alegria, aprendi a ser humilde e me segurar quando o outro tinha a hora de cantar, colaborar com o colega, ser um time de vozes, aprendi a admirar alguns de talento invejável, mas eu me realizava mesmo quando chegava aquele refrão em que eu dava um passo a frente e soltava a voz, com todo o coração.

Foi uma época boa, tinha além da alegria de cantar, o apoio dos amigos, um momento de alegria, satisfação e orgulho pessoal, o Coral do Sebrae gravou até um CD que até hoje ainda encontro gente falando: - olha, sabe que eu as vezes escuto o CD do coral? - e eu fico boquiaberta pensando: mas como ainda se lembram? 

Nessa fase aprendi muito sobre voz, palato, sons graves, sons agudos... mas um ensinamento que o maestro me passou eu nunca esqueci... ele olhava pra gente, nos ensinava as melodias, nos guiava nas entradas, mas a mágica se dava por que ele procurava em cada um de nós a região de brilho.

Ele me dizia, você pode cantar como uma contralto - que é a voz feminina mais grossa - mas a sua região de brilho é nas sopranos - a voz mais aguda e feminina... ele além de nos ensinar ele buscava o lugar onde eu pudesse brilhar mais.

Num mundo tão doido, cheio de gente que não te vê, não te ouve, não quer sair da superficialidade das suas relações, só entende o que pode ganhar estando ao seu lado, ou qual favorecimento pode obter...existe um cara que olha pra você e fala: vai, seja uma estrela, dê o seu melhor na sua região de brilho...é fantástico!

Acho que se todos nós pudermos em algum momento da vida, na construção do seu legado, puder mostrar a alguém, ajudá-lo a ser melhor em sua região de brilho, já valerá a pena ter vivido, por que tal qual o coral... é só quando as vozes estão juntas que a melodia se forma.

Eu ainda quero ser uma estrela, sei que está no meu DNA, mas agora sem dar um passo a frente, apenas quero entender neste mundo onde é a minha região de brilho de fato e ficar por lá, sendo o melhor eu que posso ser, sem holofotes ou aplausos no final, apenas eu, e a minha silenciosa vaidade, de saber eu sou uma estrela.

domingo, 11 de maio de 2014

e eu retorno no Dia das Mães

Depois de 4 anos abandonado esse blog é ressuscitado bem no dia das mães, bem quando eu estava lendo um blog de um amigo agradecendo a mãe por tudo...e eu me pus a pensar no que é tudo.
O que é tudo o que um filho espera de uma mãe?
é claro que eu sei, e sei que vocês sabem, que cada indivíduo tem expectativas únicas, necessidades individuais e portanto esse tudo varia de acordo com cada um, e isso vale pra tudo... MENOS pra mãe, por que mãe é universal, faz parte das verdades absolutas da vida.
Todos os filhos esperam de suas mães o colo que conforta seja com 3 meses ou 30 anos, espera aquela palavra certeira que traduz a sabedoria dos seus anos vividos, aquele cheirinho de casa, de acolhimento... a gente espera também da mãe firmeza na hora da repreensão, do estresse cotidiano que tanto fazemos piada  -vem aqui senão vou te bater, Pedrinho... como se não fosse se ele viesse, - se eu for ai e achar vou esfregar na sua cara... etc etc etc... mãe é estressada por natureza. 
A gente espera da mãe que ela esteja a postos quando a vida mostrar as garras e os planos não derem certo... é pro colo dela que queremos correr quando nos separamos, quando não passamos no vestibular, quando o filho fica doente, quando a promoção não sai... é dela que esperamos aquele sentimento de que somos únicos e especiais e por isso merecedores do melhor, mesmo quando tudo parece mostrar o contrário.
Mãe é sinônimo pra todo mundo de AMOR E APOIO INCONDICIONAL...
até pra quem não tem uma mãe assim.
Eu aprendi muito com a vida desde que me tornei mãe. Meus filhos trouxeram consigo um presente chamado RESPONSABILIDADE, eles me ensinaram a pegar a vida pelos cabelos e chamar pra mim a responsabilidade de ser a mãe deles e isso significava muito pra mim, ser a cuidadora, a protetora, a que tinha que verificar se a orelha estava suja, o coco mole ou duro, se estava se relacionando com os coleguinhas na escola, se estava feliz, se carregavam algum trauma por conta da separação, se tinham consciência de que precisavam se preparar pro mundo lá fora, se os dentes estavam tortos e caçar um bom dentista pra consertar... mãe, em tempo integral, com disposição e amor incondicional.
Eles me ensinaram, e ME ENSINAM, até por quê cada um vive um momento diferente de vida (uma com 20 outro com 2 anos) a ser uma pessoa melhor, a buscar ser mais equilibrada (complicaaaaado!!), traçar rotas de sucesso pra nossa vida e agora vendo a minha mais velha quase adulta me pego pensando também na minha responsabilidade com ela, na mãe que ela um dia será...espero ser um bom exemplo.

A todos aqueles que tem mães de verdade, parabéns! vocês tem certamente a vida mais leve e mais doce...
A todas que são mães de verdade, parabéns! vocês são a mão de Deus na terra, cuidando dos seus filhos.
Aos que não experimentaram nem ter e nem ser, busquem apenas o amor... o resto a vida faz.

Grande abraço, 
blog retornando depois de 4 anos...
sejam bem vindos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

As vezes é preciso se exorcizar de si mesmo.


As vezes é preciso se exorcizar de si mesmo, e jogar tudo fora.

Abrir gavetas e armários, rasgar antigas fotografias, cortar o cabelo, parar de usar meias verdades e arriscar verdades inteiras na esperança de botar pra fora o que te consome, o que te faz mal... para então só depois seguir adiante.

Tem dias que o melhor a fazer é se cansar de si mesmo, das mesmas piadas e das mesmas mentiras, do jeito de ser, das manias, das chateações e amolações costumeiras, dos pensamentos cansativos e das aporrinhações familiares, por que assim a gente pode recomeçar.

Por que eu estive pensando, e de tanto pensar cheguei a conclusão de que pensei demais na vida. Perdi tempo demais tentando construir pra mim a vida que todo mundo sonhou, que todo mundo esperou, para que assim eu fosse alvo da admiração alheia.

Perdi tempo demais tentando ter o corpo que todos diriam ser PERFEITO, magro, bonito, carnudo, sexy, capa de revista... e agora me pergunto: cadê? pra quê?

Esqueci de ter meu proprio estilo, de criar meu proprio caminho, de abandonar tudo e seguir as variações do meu jovem coração.

Podia ter viajado mais, arriscado uma vida maluca, ter estudado moda, arte, cultura greco-romana, fotografia ou então ter estudado nada, ter virado uma cantora da noite e vivido para sempre na minha ilusão de pop star.

Podia não ter casado nunca, ter agora meu carro, um ap pequeno mas cheio de estilo no centro de alguma metrópole bacana, onde eu pudesse ter opções todas as noites em vez de moldar o sofá com o meu corpo todos os dias.

Podia ter feito outros caminhos, criado outras possibilidades, mas segui a caretice dos outros, fiz o que esperavam que eu fizesse e assim em tornei alguém muito menor do que poderia ser agora.

Em vez de abrir as asas como borboleta, me encolhi num casulo e gritei baixinho, deixa eu ser lagarta pra sempre... e assim fiquei, rastejando sem saber como é legal sentir o vento no rosto quando se pode voar.

A vida é rapida, tudo acaba muito rapido...
os sonhos, a juventude, as possibilidades, e antes que vocês pensem que ainda há tempo, preciso dizer que há algo que acaba em definitivo que é energia, energia para recomeçar...

Não dá pra fazer uma vida nova a cada dia, infelizmente.

Aproveitem seus dias, fritando, curtindo, zoando ou fazendo qualquer coisa que uma nova giria possa explicar, mas aproveitem sua juventude para descobrirem novos caminhos, construirem novas vertentes do que é viver, por que senão calha de vocês seguirem os passos dos que caminharam primeiro e só chegarem onde nós chegamos.

Ousem mais!

Sejam mais!

Ignorem antigas medidas!

Arrisquem novos modelos!

e cuidem-se, por que o mundo é mal.

Respeitem seus pais.

Amem suas vidas.

mas amem sempre mais a idéia de que a felicidade é escolha, por isso cabe a você saber como vai ser o dia de amanhã.

Vá a muitos shows e viaje o máximo que permitir.

Ame sempre de forma intensa e NUNCA magoe as pessoas.

E se um dia lembrarem de mim, saibam que eu fiz o que pude.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O movimento e o vencedor


Desde sempre me pego sendo mais impetuosa do que devia, mais arrojada e corajosa do que a maior parte das pessoas esperam que uma mocinha seja. Sempre fui assim, intrometida, digamos.

Eu era a que levantava a mão e perguntava e a que sempre tinha uma historia para fazer uma correlação pautada na experiência, ou a que estava sempre pronta pra aprender algo novo, aceitar um desafio e a principalmente a não se deixar paralisar pelo medo.

As vezes a vida me empurrando ladeira a baixo, medo de trincar os dentes, mas se alguém me perguntasse: topa fazer uma consultoria? rola ganhar um dinheiro extra trabalhando numa feira nautica? vender calcinha e soutien vindos de Friburgo? fazer monografia? eu já gritava logo: TOPO!!!!

E talvez essa dinâmica tenha me salvado muitas vezes da inércia da vida, aquela paralisação que vai rolando quando tudo parece dar errado e a gente pensa: me esforçar pra quê? nada dá certo messsssmo...

Não que hoje eu seja uma WINNER... *rs* mas estou mais estável, equilibrada e mais certa de algumas coisas na vida.

Nisso o meu trabalho foi PRIMORDIAL em minha vida.

Ter o meu salário, ser produtiva, dedicar-me a alguma coisa e me preocupar com coisas que não estejam atreladas ao meu umbigo, fizeram com que eu dedicasse parte da minha historia a uma construção maior, a uma interação com o mundo, e cada passo me levava a um curso novo, uma pós graduação, novoa contatos, novos amigos, novas conversas que me abriram oportunidade para aprender diversos assuntos por novas perspectivas.

O movimento...
esse bailado entre o nada e o alguma coisa.

que faz com que a gente saia de manhã com uma mochila, dinheiro de passagem, um pacote de biscoito e muitos anuncios de emprego numa manhã de segunda feira aos 17 anos.

que faz com que a gente se aventure pela central do Brasil as 23h de segunda a sexta, por 8 meses, para não perder a oportunidade de fazer aquele curso caríssimo que a empresa ofereceu e ninguém quis por que era difícil, cansativo, mas você agarrou a oportunidade

que faz com que a gente se arrisque numa prova num concurso publico em Bonsucesso, 8 da manhã de um domingo, em meio a um mega feriado.

O movimento do campeão, é aquele feito sempre de histórias de superação da preguiça, da angustia, do medo, da desilusão.

O movimento do campeão é aquele feito de esperança, confiança e fé no dia de amanhã...

Continuo no meu movimento, todo dia, mesmo agora com tantos cabelos brancos já tentando me acenar um fim da estrada, mas continuo nesse bailado por que de fato acredito que: sem esforço não há vitória, e eu nasci pra vencer.


We are the champion, my friend!